martes, 30 de junio de 2015

Exposición fotográfica sobre las excavaciones arqueológicas en El Castillón - Museo de la Industria Harinera de Castilla y León (Gordoncillo, León)

Del 1 al 31 de julio de 2015 se podrá visitar en el  Museo de la Industria Harinera de Castilla y León, situado en la localidad de Gordoncillo (León), la exposición fotográfica sobre los trabajos de excavación e investigación arqueológica, que desde el año 2007, hasta la actualidad se llevan a cabo en el poblado tardoantiguo de El Castillón. Efectuadas por la Asociación Científico - Cultural ZamoraProtohistorica. Se trata de una muestra que espone los trabajos y descubrimientos efectuados, desde un punto de vista didáctico para el visitante.

Del 1 al 31 de julio de 2015
Museo de la Industria Harinera de Castilla y León (Gordoncillo, León)
Carretera LE-542 Mayorga-Valderas Km. 6
GORDONCILLO (León)

CURSO: LA TALLA DE LOS NEANDERTALES

16 al 19 de Julio​


Los asistentes a este curso especializado conocerán de una forma activa y dinámica las diferentes técnicas utilizadas por los neandertales para fabricar sus herramientas de piedra. El curso será impartido por la arqueóloga francesa y especialista en talla del Paleolítico medio Laurence Bourguignon (Institut national de
recherches archéologiques préventives, INRAP, Francia).

Se entregará certificado acreditativo (30h)

Lugar: Centro de Arqueología Experimental (Atapuerca)

Precio: 50 euros

Plazas limitadas, se requiere inscripción previa en el 902 024 246,
reservas@museoevolucionhumana.com, o en la recepción del MEH, CAREX y CAYAC

viernes, 19 de junio de 2015

Laid to rest with chariot and solid gold torc (France)

Excavated recently by a team of archaeologists, the aristocratic tomb of Lavau (northeast France) dates to the beginning of the 5th century BCE, and contains an exceptional funerary collection: a Mediterranean bronze cauldron adorned with lion heads and Acheloos (a river deity), a figurative attic vase and assorted bronze vessels. Lying at the centre of the tomb, the archaeologists have uncovered an individual (north-south alignment with head to the south) who was laid to rest with a chariot.
At present it is unclear whether the remains represent a male or female. The individual is adorned with a solid gold torc weighing in at 580 grammes (even heavier than that of the Vix princess from northern Burgundy) along with two gold bracelets. The left bicep sports a lignite cuff. This jewellery bears similarities to that found in the tomb of Reinheim (border area of Germany and France). Near the neck area are several finely worked amber beads.
Some fragments of clothing and shoes (leather and a row of rivets) are also preserved, including two iron and coral hook attachments.

Male or female?

Although the archaeologists feel that the tomb occupant is male, the poor state of preservation of the bones makes it difficult to come to a conclusion, so it is entirely possible  that the deceased could be a woman, given a precedence for this. In the 5th century, between the end of the Hallstatt period and beginning of la Tène, several high status female tombs have been found in the northeast quarter of France, including that of Vix.

Source: Past Horizons: http://www.pasthorizonspr.com/index.php/archives/06/2015/laid-to-rest-with-chariot-and-solid-gold-torc

ADN antigo dá pistas sobre “revolução” cultural da Idade do Bronze na Europa

A Idade do Bronze, há 5000 a 2000 anos, foi um período de profundas mudanças culturais e tecnológicas na Eurásia. Mas a que é que elas se deveram? Terão sido o resultado de migrações em massa e de intensas misturas de povos – ou, pelo contrário, de uma constante, mas lenta, deslocação de pequenos grupos humanos que faziam circular ideias novas de um sítio para outro? Até aqui, o mistério permanecia inteiro.
Mas agora, duas análises genéticas independentes – realizadas num total de 170 genomas humanos pré-históricos – vêm levantar uma ponta do véu sobre o que terá acontecido. E sugerem fortemente que, de facto, foram as migrações em grande escala que estiveram na origem da autêntica “revolução” cultural que marcou a Idade do Bronze na Europa. Os dois estudos foram publicados na quinta-feira na revista Nature.
De onde vinham esses migrantes? Segundo as conclusões dos estudos, eram oriundos de uma região que abrange parte daquilo que são hoje a Roménia, Moldávia, Ucrânia, Rússia e Cazaquistão. “Esse tumultuoso período viu surgir novas tecnologias e tradições culturais – a utilização de armas sofisticadas, carroças puxadas por cavalos, mudanças nos ritos funerários – que se espalharam pela Europa e a Ásia, vindas das estepes entre o Mar Negro e o Mar Cáspio”, explica a revista científica britânica em comunicado.
“A força motora do nosso estudo era perceber as grandes mudanças económicas e sociais que se verificaram no início do terceiro milénio antes da era cristã, dos Urais à Escandinávia”, diz por seu lado Eske Willerslev, da Universidade de Copenhaga (Dinamarca) e um dos autores principais de um dos trabalhos, em comunicado da sua universidade. “As velhas culturas agrícolas do Neolítico foram substituídas por uma percepção totalmente nova da família, da propriedade e do indivíduo. Eu e outros arqueólogos pensamos que estas mudanças aconteceram na sequência de migrações em grande escala.”

Os resultados vêm portanto confirmar essa ideia.

Estes cientistas sequenciaram na íntegra o ADN extraído de 101 esqueletos (a maior sequenciação de sempre de ADN antigo), com idades entre 8000 e 3000 anos, encontrados um pouco por toda a Europa e Ásia Central. E um dos principais resultados da sua análise genética é que as migrações conduziram a uma profunda “reescritura” do genoma dos europeus, que até à Idade do Bronze eram geneticamente muito semelhantes aos povos da Ásia Central. De facto, lê-se no mesmo comunicado, a composição genética e a distribuição dos povos na Europa e Ásia actuais “é um fenómeno surpreendentemente recente, com apenas uns milhares de anos.”
Eis a história que os genes parecem agora contar, explica o comunicado: há uns 5000 anos, um povo que tinha desenvolvido um novo sistema da família e da propriedade (e que os arqueólogos designam de cultura Iamna) migrou do Cáucaso para Oeste. No Norte da Europa, misturou-se com as populações autóctones da Idade da Pedra, dando origem a uma nova cultura, designada “cultura da cerâmica cordada” pelos especialistas. Do ponto de vista genético, esta cultura é próxima das populações actuais do Norte dos Alpes.
Mais tarde, há uns 4000 anos, uma outra cultura, designada Sintashta, surgiu no Cáucaso. Inventora de novas armas e de carroças, espalhou-se rapidamente pela Europa fora. Quanto à região a leste dos Urais, no coração da Ásia, ela terá sido colonizada há uns 3800 anos pela cultura dita Andronovo, descendente da cultura Sintashta.
Por último, já no fim da Idade do Bronze e no início da Idade do Ferro, houve uma migração de povos do Leste asiático para a Ásia Central. Mas neste caso, lê-se no mesmo documento, em vez de daí resultar uma mistura genética, como na Europa, verificou-se uma substituição genética. Os genes de origem europeia (que o mesmo estudo mostra tinham sido “importados” para a Ásia Central pela cultura Andronovo) simplesmente desapareceram.
A análise desta equipa também revela algumas surpresas: por exemplo, que a pigmentação clara da pele já era frequente entre os europeus da Idade do Bronze. E ainda que a tolerância à lactose – que tornou os humanos capazes de beber leite – só surgiu na Idade do Bronze, ou seja, bastante mais tarde do que se pensava até aqui.
No outro estudo, uma equipa internacional co-liderada por David Reich, da Universidade de Harvard (EUA), analisou, pelo seu lado, partes do genoma de 69 europeus que também viveram há 8000 e 3000 anos. Os seus resultados, que batem certo com o da equipa de Willerslev, estabelecem principalmente uma relação (ainda por confirmar, alertam os próprios autores) entre as migrações em massa vindas das estepes eurasiáticas e a origem das línguas indo-europeias.
“Ambas as equipas fornecem novos indícios acerca de uma controvérsia de longa data em torno das origens da família de línguas indo-europeias”, escreve John Novembre, geneticista da Universidade de Chicago (EUA), num comentário na mesma edição da Nature.  
E acresenta: “Conjuntamente, estes estudos sugerem que as deslocações populacionais da Idade do Bronze foram importantes para a evolução genética da Eurásia. Claro que o ADN antigo não pode ser uma prova da forma como as línguas se difundiram, mas (…) se os genes se deslocaram em massa, é muito provável que as palavras também o tenham feito.”

Source: Publico.pt: http://www.publico.pt/ciencia/noticia/adn-antigo-da-pistas-sobre-revolucao-cultural-da-idade-do-bronze-na-europa-1698773?page=-1

miércoles, 17 de junio de 2015

Ampliación del planzo para presentación de propuestas de comunicaciones y posters

Se amplia el plazo para la recepción de propuestas de comunicaciones y posters: V Jornadas de Jóvenes Investigadores del valle del Duero (Valladolid, 2015), hasta el próximo 30 de junio

martes, 16 de junio de 2015

Comienza la campaña de excavaciones en los yacimientos de la sierra de Atapuerca (Burgos)

CGP/DICYT

Mañana martes, 16 de junio, comienzan las excavaciones en los yacimientos de la sierra de Atapuerca, dirigidas por Juan Luis Arsuaga, José María Bermúdez de Castro y Eudald Carbonell. Del 16 al 30 Junio 70 personas excavarán en los yacimientos. En la Sima del Elefante, ubicada en la Trinchera del Ferrocarril, se han descubierto fósiles humanos de más de 1’2 millones de años. El primer objetivo de la campaña va a ser continuar -e intentar acabar- la excavación del nivel TE9c en los cuadros de excavación en que todavían aparecen sedimentos de este subnivel.
Se espera que aparezcan restos de fauna y evidencias de actividad humana que permitan reafirmar los datos obtenidos en campañas anteriores. El segundo objetivo planteado es excavar parte de la superficie más baja del yacimiento para conocer la secuencia completa del relleno de la cueva bajo el nivel TE7. Así se podrá podrá saber si hay nuevos niveles con registro arqueopaleontológico bajo el nivel TE7 y en consecuencia más antiguos.
En el yacimiento de Galería, también en la Trinchera del Ferrocarril, a unos 50 metros del yacimiento de Gran Dolina, se continuarán los trabajos de contextualización estratigráfica de la nueva intervención con la secuencia sedimentaria proporcionada en las intervenciones antiguas. Los trabajos se centrarán en excavar la Subunidad GIIIa -con dataciones entre 221 y 280 miles de años-, para obtener valiosa información sobre los modos de vida de los humanos que vivieron aquí en el Pleistoceno Medio.
En la Gran Dolina, uno de los yacimientos más conocidos de la Trinchera del Ferrocarril (en el que se descubrió la especie Homo antecesor), se va a seguir excavando en dos niveles distintos: el nivel TD10, de unos 400.000 años y el nivel TD4 de entre 1.000.000 y 900.000 años de antigüedad. La excavación del tramo inferior de TD10 durante ésta y las próximas campañas permitirá entrar de lleno en el mundo Achelense, del que también hay información relevante en el yacimiento de Galería y, por supuesto, en el completo registro paleoantropológico de la Sima de los Huesos.
En esta campaña se excavará en el primer estrato fértil de Gran Dolina, el nivel TD4-1. Este nivel fue excavado en parte a principios de los años 90 y destaca por la espectacular calidad y cantidad de sus restos paleontológicos, de rinocerontes, caballos, o grandes cérvidos de asta palmeadas que cayeron dentro de la cueva, donde murieron. Su cronología, cercana al millón de años, cubre el lapso temporal entre los restos de Homo antecessor de 800.000 años hallados en el nivel TD6 de este yacimiento y los de la Sima del Elefante, de 1.200.000 años. Se trata de encontrar industria lítica que confirme la continua presencia humana en la sierra durante todo este periodo, y mejore el conocimiento de los orígenes del poblamiento en Europa.
En el yacimiento de Cueva del Mirador, que se sitúa en el extremo sur de la sierra de Atapuerca, seguirán excavándose los sectores 100 y 200. Del sector 100 se acabará de excavar el nivel 105, del bronce medio. En el sector 200 está previsto acabar en los primeros días de campaña la excavación del sepulcro colectivo calcolítico, e iniciar la excavación del nivel de ocupación que está debajo, probablemente del neolítico.

Premios Evolución

El 1 de julio llegará el resto del Equipo de Excavación de Atapuerca. De este modo, unas 200 personas excavarán además de los yacimientos citados, los de Portalón, Sima de los Huesos y Galería de las Estatuas -todos en Cueva Mayor- y en el asentamiento al aire libre de Fuente Mudarra. También en julio se iniciará la labor de lavado de sedimento a orillas del río Arlanzón, según la información de la Fundación Atapuerca recogida por DiCYT.
La mayoría de las personas que excavan en la sierra de Atapuerca pertenecen a distintos Centros de Investigación del Proyecto Atapuerca: Universidad de Burgos (UBU), Centro Nacional de Investigación sobre la Evolución Humana de Burgos (CENIEH), Instituto de Paleoecología Humana y Evolución Social (IPHES - Tarragona), Centro de Evolución y Comportamiento Humanos (Universidad Complutense de Madrid - ISCIII) y Universidad de Zaragoza (UNIZAR). También hay investigadores de otras universidades y centros de investigación nacionales e internacionales.
La Fundación Atapuerca, como complemento a la financiación que la Junta de Castilla y León destina a las excavaciones, coordinará el funcionamiento de la campaña con respaldo organizativo, administrativo, económico, logístico, de mantenimiento, de comunicación y de organización de eventos.
Durante esta campaña se entregarán los Premios Evolución que otorga cada dos años la Fundación Atapuerca. En esta IV Edición los galardonados serán la Base Militar Cid Campeador (a los Valores Humanos) y los profesores franceses Marie Antoniette y Henry de Lumley (a la Labor Científica).

Fuente: DiCYT: http://www.dicyt.com/noticias/comienza-la-campana-de-excavaciones-en-los-yacimientos-de-la-sierra-de-atapuerca?handle=comienza-la-campana-de-excavaciones-en-los-yacimientos-de-la-sierra-de-atapuerca&newsId=