lunes, 25 de noviembre de 2013

Pesquisas na jazida de El Castillón revelam um longo tempo de ocupação (Zamora, Espanha)


José Pichel Andrés/DICYT

A última campanha de escavações arqueológicas no vilarejo fortificado de El Castillón, localizado em Santa Eulalia de Tábara (Zamora), revelaram que este assentamento da Antiguidade Tardia foi ocupada por um período de tempo mais longo do que acreditavam os cientistas até agora. As datações realizadas antes localizam os últimos habitantes no século V, mas após a campanha de agosto de 2013 os especialistas aumenta a data desta ocupação a um período compreendido entre os séculos VI e VIII.
“Os trabalhos arqueológicos foram desenvolvidos em várias zonas, dentre as quais temos o setor metalúrgico, em que se identificaram novas estruturas e níveis relacionados com a produção de ferro”, explica à DiCYT Jose Carlos Sastre Blanco, arqueólogo que co-orientou a campanha de escavação junto com Patricia Fuentes Melgar e Manuel Vázquez Fadón, todos do Projeto de Pesquisa Arqueológica Zamora Protohistórica.
 Outra zona destacável é a área habitacional e, graças às escavações realizadas nesta, deu-se a descoberta mais importante deste ano. “Foi feita uma intervenção na moradia localizada na zona central do vilarejo, na qual haviam sido registrados níveis de ocupação posteriores aos conhecidos até agora, do século V d.C. Esta ocupação mais tardia da moradia corresponderia a um momento situado entre os séculos VI-VIII”, indica o especialista. O estudo que atualmente está sendo realizado dos materiais poderá datá-lo com maior precisão.
 Este nível de ocupação está relacionado com a presença de vários fornos domésticos, dos quais foram coletadas amostras para realizar análises de paleomagnetismo e termoluminescência que permitam saber qual é a sua data e como funcionavam.
 Na estrutura habitacional da zona Sul do vilarejo “identificamos uma grande moradia, e fizemos uma intervenção em uma sala com um solo formado por lajes de ardósia”, indica Jose Carlos Sastre. Esta nova moradia se relaciona com uma ocupação mais tardia do vilarejo com relação aos materiais encontrados, “o que nos indica que El Castillón teve uma perduração mais longa do que em principio se acreditava”.

Materiais encontrados

Alguns dos materiais mais significativos desta campanha se relacionam com as cerâmicas, destacando-se exemplares semelhantes aos do Cerro de San Esteban, localizado em Muelas del Pan (Zamora), também junto ao rio Esla, a jusante da própria jazida de El Castillón, com o qual guarda uma grande quantidade de semelhanças.
 Do mesmo modo, “destacam-se objetos de adorno pessoal como esferas de vidro, e um significativo objeto com uma pequena ponta de lança de ferro, que tinha sido utilizada com fins cinegéticos”.

47 arqueólogos

Nesta última campanha de escavações participaram 47 arqueólogos provenientes das Universidades de Valladolid, Oviedo, Santiago de Compostela, Málaga, Granada, Castilla la Mancha, Rey Juan Carlos, León, Salamanca, Extremadura, Barcelona, Zaragoza, Autónoma de Madrid, Complutense de Madrid, Jaén, Burgos, UNED, Coimbra (Portugal), Pisa (Itália), Bourdeaux (França) e British Columbia (Canada).
 A jazida de El Castillón foi escavada durante cinco verãos consecutivos, entre 2007 e 2011. Em 2012 foi impossível continuar por falta de apoios, mas neste ano a Zamora Protohistórica conseguiu os fundos necessários para recomeçar os trabalhos graças ao ‘crowdfunding’ (doações através da internet). Antes de começar a escavação, trabalhos de magnetometria já revelavam estruturas ocultas, mas foram os trabalhos arqueológicos que proporcionaram maior informação.
 Este local se destaca por aportar valiosa informação de um período muito pouco conhecido pelos historiadores, a Antiguidade Tardia, abrangendo a Antiguidade e a Idade Média, especialmente no Nordeste da península ibérica.
 

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