miércoles, 6 de junio de 2012

Dependente da Câmara Municipal de Penafiel, o Museu, é, há mais de cinquenta anos, uma estrutura permanente, alicerce da política de planificação e gestão dos recursos culturais do município, com uma intervenção ativa na preservação e promoção de valores significantes do património móvel, imóvel e imaterial. Constituído desde 1948, junto da Biblioteca, no palacete do Barão do Calvário, ficou a dever-se à persistência de Abílio Miranda, seu primeiro diretor.
Atualmente instalado no palacete Pereira do Lago, na Rua do Paço, edifício recuperado pelos arquitetos Fernando Távora e Bernardo Távora.
O Museu Municipal beneficia agora de uma ampla área de exposição e serviços que permite acolher visitantes e utentes com qualidade. O visitante poderá desfrutar neste espaço museológico das cinco salas temáticas da Exposição Permanente dedicadas à Identidade, ao Território, à Arqueologia, aos Ofícios e à Terra e Água, onde se privilegiou um discurso expositivo claro e moderno, apoiado em diferentes níveis de informação destinados a diversos públicos, e com recurso a numerosos e inovadores suportes multimédia, onde a interação, a pedagogia e o divertimento são a linha de força.
A primeira extensão do Museu aberta ao público é o Castro de Monte Mozinho, tendo sido inaugurado em 2006 o núcleo museológico do Moinho da Ponte de Novelas. Em ambos os núcleos o Museu faz visitas guiadas para grupos mediante marcação prévia.
Tem Associação de Amigos instituída em 1999.
As coleções, começadas a reunir no final de Oitocentos, contemplam, sobretudo, a arqueologia, a etnografia e a história local. O espólio arqueológico provém das intervenções efetuadas no concelho.
A Etnografia tem sido objeto de recolhas regulares, com vista a completar e contextualizar existências e acudir a situações críticas de perda de bens no tocante a temas agrícolas, aos ofícios, à atividade piscatória e de transporte fluvial, às festas, etc.
A história local avança na investigação e recolha de materiais e documentação, de produção ou utilização na área do município.
Do grego arkhaios = “antigo”, designa a ciência que estuda antigas civilizações com base nos vestígios materiais por elas deixados. A cultura material e a humanização da paisagem são o reflexo da sociedade que as produz, traduzindo os aspetos que caracterizam o seu quotidiano, a sua evolução tecnológica, as suas crenças e a apreensão do mundo que a rodeia.
Nesta sala é convidado a entrar numa dimensão mais obscura e misteriosa, que apela aos sentidos através da recriação de monumentos, sítios e espaços à escala real, conduzindo o público a vivências passadas, reforçadas pelo ambiente sonoro criado.
Aqui a tónica foi colocada nos vários recursos multimédia e didáticos utilizados, que procuram elucidar o público de forma atrativa, interativa e pedagógica, deixando também espaço à imaginação.
Destaca-se nesta sala não só a forma ousada e original de expor algumas das peças apresentadas, tendo sido acauteladas todas as questões relacionadas com a conservação preventiva, mas também a importância do papel do arqueólogo e do seu trabalho enquanto responsável pela transmissão e progresso do conhecimento sobre o passado.

No hay comentarios: