viernes, 20 de enero de 2012

A intervenção arqueológica no sítio do Laranjal (Cilhades, Felgar, Torre de Moncorvo): Contributo para o estudo da topografïa cristã tardorromana.


A intervenção arqueológica no sítio do Laranjal (Cilhades, Felgar, Torre de Moncorvo): Contributo para o estudo da topografïa cristã tardorromana e altomedieval no conventos Bracaraugustanus.

Jorge Feio (Arqueólogo, ACE, Instituto de História de Arte da Universidade Nova de Lisboa), Jorge Pinho (Arqueólogo, Arqueoliber, Lda.), Filipe João C. Santos (Arqueólogo, Coordenador do Estudo Etno-Arqueológico de Cilhades, ACE), Eulália Pinheiro (Arqueóloga, ACE), Fábio Rocha (Arqueólogo, ACE).

jorgefeio77@gmail.com / santos.philipe@gmail.com / eulaliapinheiro@gmail.com / fabioricardorocha@gmail.com / arqueox@hotmail.com

O sítio arqueológico do Laranjal situa-se no lugar de Cilhades, pertença administrativa da freguesia de Felgar, concelho de Torre de Moncorvo e distrito de Bragança (Portugal). Integra-se dentro do Estudo Etno-Arqueológico de Cilhades, desenvolvido no âmbito das medidas mitigadoras sobre elementos parimoniais relacionadas com a construção de uma nova barragem hidroeléctrica – Aproveitamento Hidroeléctrico do Baixo Sabor.
Embora em pouca quantidade, os vestígios romanos e altomedievais ali existentes são muito expressivos, tendo ali sido observado, previamente à própria intervenção arqueológica - ainda em curso -, materiais do período romano: silhares almofadados e fragmentos de colunas em granito, assim como fragmentos de cerâmica de construção romana e alguma cerâmica comum.
Pela intervenção arqueológica que ali tem vindo a ser desenvolvida, foram até à data identificadas cerca de duas dezenas de sepulturas de tipologia e orientação distintas. As mesmas, em associação a outras estruturas arqueológicas que ainda não podemos caracterizar de forma conveniente, serão, ao que tudo parece apontar, altomedievais.
O espólio associado não é abundante, resultando na sua maior parte de escorrências provenientes do topo de uma pequena elevação que se localiza imediatamente a norte deste local. Do mesmo, e pela sua importância, destaca-se uma inscrição inserta no topo de uma laje de xisto que uma das sepulturas comporta. Atendendo às características deste elemento, julgamos estar perante uma inscrição cuja cronologia se poderá centrar entre os meados do Séc. V a meados do Séc. VI.
A par com este importante elemento, têm vindo a ser registados alguns elementos avulsos, hoje na posse de particulares, provenientes desta necrópole. Destes, refira-se a existência de algumas lajes em xisto, conotadas com tampas de sepulturas, profusamente gravadas com motivos cruciformes. Estas cruzes têm paralelos com elementos iconográficos cristãos do género identificados nos eremitérios rupestres do Vale do Douro e do Vale do Ebro, com cronologias situadas entre os séculos VI e VIII.
Os autores pretendem dar conta dos resultados, ainda que preliminares, obtidos até ao momento na intervenção arqueológica do Laranjal, traçando, de igual modo, os objectivos que irão nortear as novas fases de intervenção.

I Jornadas de Jóvenes Investigadores del valle del Duero (Zamora).

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