miércoles, 15 de diciembre de 2010

Guerreiro Glaico - Lusitano (Boticas, Portugal)




Monolito esculpido representando a figura de um Guerreiro, (2ª Idade do Ferro, séc. I d.C.), erecto e em posição de parada. Foi encontrado, juntamente com outro exemplar semelhante, probablemente no séc. XVIII (tenfo sido posteriormente, já no séc. XX, encontradas mais duas estatuas acéfalas) no grande Castro do Lesenho, (a uma altitude de 1075 metros) en Campos, freguesia se S. Salvador de Viveiro e Concelho de Boticas (considerado o mais importante castro lusitano em Portugal) e já classificado como imóvel de interesse público.
Este Guerreiro apresenta-se vestido com sagum (saio exuberante decorado com motivos geométricos de círculos concéntricos encadenados e axadrezados), con decote en V e manga curta, cingido por un cinturão com quatros nervuras paralelas.
A cabeça é proporcionada, exibíndo un cabelo curto e deixando livres as orelhas, baraba e bigode.
Ostenta as seguientes armas: caetra redonda e plana (típico escudo redondo), com umbo, com decorações de tipo labirinto, segura na mão esquerda com correias cruzadas no antebraço, e na mão direita empuña um punhal triangular curto, com pomo discoidal, introducido numa bainha com conto de perfil circular e linhas transversais de possíveis travessas.
Usa no pescoço um torque (peça de ourivesaria típica nos Guerreiros da época) com aro aberto e em cada braço, uma viria de três toros (espécie de pulseira).
O Guerreiro Galico – Lusitano é o expoente máximo da Arqueología Nacional e representa, segundo os autores mais avalizados nesta materia, a imagem da Divindade e o carácter guerreiro das civilizações castrejas que habitaram a nossa região.
As quatro estatuas de Guerreiros Galaico – Lusitanos que apareceram no imponente Castro do Lesenho encontram-se actualmente em Lisboa, no Museu Nacional de Arqueología e Etnología, onde as duas que se encontram em melhor estado de conservação, são o tema central e o verdadeiro ExLibris do referido Museo.

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