martes, 30 de noviembre de 2010

FOZ CÔA (PORTUGAL)

O Parque Arqueológico do Vale do Côa (Portugal) foi criado em Agosto de 1996 tendo como objectivos gerir, proteger, musealizar e colocar em visita pública a arte rupestre do Vale do Côa.
Até meados da década de 90 do século XX, a arte paleolítica considerada quase exclusivamente como uma arta das cavernas. No en tanto, a partir de finais da década de 70, sendo revelados os primeiros sitios de arte paleolítica ao ar livre na Europa occidental.
Em inícios dos anos 90 é descoberto no Vale do Côa (Portugal) o mayor conjunto mundial de arte paleolítica ao ar livre, rapidamente considerado Patrimonio da Humanidade pela UNESCO (1998). As 900 rochas historiadas identificadas até ao momento, estao distribuidas por seis dezenas de núcleos distintos, despersos ao longo dos 17 km finais do curso do rio Côa. Esta área forma o Parque Arqueológico do Vale do Côa.
Em Agosto de 2010 a extensão do Vale do Côa em Espanha, Siega Verde, foi inscrita na lista de património mundial do Comité do Património Mundial da UNESCO. Esta estação rupestre situa-se junto ao rio Águeda, um afluente do Douro, a poucos quilómetros da fronteira portuguesa de Vilar Formoso, em Villar de la Yegua, Salamanca e integra 94 painéis espalhados por 15 quilómetros, com mais de 500 representações de animais e alguns signos esquemáticos que foram descobertos no final dos anos oitenta. As semelhanças com as gravuras de Foz Côa permitiram assegurar que as gravuras de Siega Verde foram realizadas pelos homens do Paleolítico Superior, entre 20 mil e 12 mil anos antes da nossa era, sendo contemporâneas das do Côa.
O Vale do Côa é considerado como um dos mais importantes sítios de arte rupestre do mundo e é o mais importante sítio com arte rupestre paleolítica de ar livre. Aqui foram identificados cinco dezenas de núcleos de arte, ao longo dos últimos 17 quilómetros do Rio Côa, até à sua confluência com o Douro.
Estes núcleos apresentam gravuras datadas, na sua maioria, do Paleolítico superior (mais de 10.000 antes do presente) mas o vale guardou também exemplos de pinturas e gravuras do Neolítico e Calcolítico, gravuras da Idade do Ferro e dos séculos XVII, XVIII, XIX e XX, altura em que os moleiros, os últimos gravadores do Côa, abandonaram o fundo do vale.
Diferentes homens e mulheres deixaram a sua marca nas rochas, desde há cerca de 25.000 até à contemporaneidade.

Parque Arqueológico e Museo do Côa

Email: visitas.pav@igespar.pt

Web: www.igespar.pt


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