martes, 30 de junio de 2015

Exposición fotográfica sobre las excavaciones arqueológicas en El Castillón - Museo de la Industria Harinera de Castilla y León (Gordoncillo, León)

Del 1 al 31 de julio de 2015 se podrá visitar en el  Museo de la Industria Harinera de Castilla y León, situado en la localidad de Gordoncillo (León), la exposición fotográfica sobre los trabajos de excavación e investigación arqueológica, que desde el año 2007, hasta la actualidad se llevan a cabo en el poblado tardoantiguo de El Castillón. Efectuadas por la Asociación Científico - Cultural ZamoraProtohistorica. Se trata de una muestra que espone los trabajos y descubrimientos efectuados, desde un punto de vista didáctico para el visitante.

Del 1 al 31 de julio de 2015
Museo de la Industria Harinera de Castilla y León (Gordoncillo, León)
Carretera LE-542 Mayorga-Valderas Km. 6
GORDONCILLO (León)

CURSO: LA TALLA DE LOS NEANDERTALES

16 al 19 de Julio​


Los asistentes a este curso especializado conocerán de una forma activa y dinámica las diferentes técnicas utilizadas por los neandertales para fabricar sus herramientas de piedra. El curso será impartido por la arqueóloga francesa y especialista en talla del Paleolítico medio Laurence Bourguignon (Institut national de
recherches archéologiques préventives, INRAP, Francia).

Se entregará certificado acreditativo (30h)

Lugar: Centro de Arqueología Experimental (Atapuerca)

Precio: 50 euros

Plazas limitadas, se requiere inscripción previa en el 902 024 246,
reservas@museoevolucionhumana.com, o en la recepción del MEH, CAREX y CAYAC

viernes, 19 de junio de 2015

Laid to rest with chariot and solid gold torc (France)

Excavated recently by a team of archaeologists, the aristocratic tomb of Lavau (northeast France) dates to the beginning of the 5th century BCE, and contains an exceptional funerary collection: a Mediterranean bronze cauldron adorned with lion heads and Acheloos (a river deity), a figurative attic vase and assorted bronze vessels. Lying at the centre of the tomb, the archaeologists have uncovered an individual (north-south alignment with head to the south) who was laid to rest with a chariot.
At present it is unclear whether the remains represent a male or female. The individual is adorned with a solid gold torc weighing in at 580 grammes (even heavier than that of the Vix princess from northern Burgundy) along with two gold bracelets. The left bicep sports a lignite cuff. This jewellery bears similarities to that found in the tomb of Reinheim (border area of Germany and France). Near the neck area are several finely worked amber beads.
Some fragments of clothing and shoes (leather and a row of rivets) are also preserved, including two iron and coral hook attachments.

Male or female?

Although the archaeologists feel that the tomb occupant is male, the poor state of preservation of the bones makes it difficult to come to a conclusion, so it is entirely possible  that the deceased could be a woman, given a precedence for this. In the 5th century, between the end of the Hallstatt period and beginning of la Tène, several high status female tombs have been found in the northeast quarter of France, including that of Vix.

Source: Past Horizons: http://www.pasthorizonspr.com/index.php/archives/06/2015/laid-to-rest-with-chariot-and-solid-gold-torc

ADN antigo dá pistas sobre “revolução” cultural da Idade do Bronze na Europa

A Idade do Bronze, há 5000 a 2000 anos, foi um período de profundas mudanças culturais e tecnológicas na Eurásia. Mas a que é que elas se deveram? Terão sido o resultado de migrações em massa e de intensas misturas de povos – ou, pelo contrário, de uma constante, mas lenta, deslocação de pequenos grupos humanos que faziam circular ideias novas de um sítio para outro? Até aqui, o mistério permanecia inteiro.
Mas agora, duas análises genéticas independentes – realizadas num total de 170 genomas humanos pré-históricos – vêm levantar uma ponta do véu sobre o que terá acontecido. E sugerem fortemente que, de facto, foram as migrações em grande escala que estiveram na origem da autêntica “revolução” cultural que marcou a Idade do Bronze na Europa. Os dois estudos foram publicados na quinta-feira na revista Nature.
De onde vinham esses migrantes? Segundo as conclusões dos estudos, eram oriundos de uma região que abrange parte daquilo que são hoje a Roménia, Moldávia, Ucrânia, Rússia e Cazaquistão. “Esse tumultuoso período viu surgir novas tecnologias e tradições culturais – a utilização de armas sofisticadas, carroças puxadas por cavalos, mudanças nos ritos funerários – que se espalharam pela Europa e a Ásia, vindas das estepes entre o Mar Negro e o Mar Cáspio”, explica a revista científica britânica em comunicado.
“A força motora do nosso estudo era perceber as grandes mudanças económicas e sociais que se verificaram no início do terceiro milénio antes da era cristã, dos Urais à Escandinávia”, diz por seu lado Eske Willerslev, da Universidade de Copenhaga (Dinamarca) e um dos autores principais de um dos trabalhos, em comunicado da sua universidade. “As velhas culturas agrícolas do Neolítico foram substituídas por uma percepção totalmente nova da família, da propriedade e do indivíduo. Eu e outros arqueólogos pensamos que estas mudanças aconteceram na sequência de migrações em grande escala.”

Os resultados vêm portanto confirmar essa ideia.

Estes cientistas sequenciaram na íntegra o ADN extraído de 101 esqueletos (a maior sequenciação de sempre de ADN antigo), com idades entre 8000 e 3000 anos, encontrados um pouco por toda a Europa e Ásia Central. E um dos principais resultados da sua análise genética é que as migrações conduziram a uma profunda “reescritura” do genoma dos europeus, que até à Idade do Bronze eram geneticamente muito semelhantes aos povos da Ásia Central. De facto, lê-se no mesmo comunicado, a composição genética e a distribuição dos povos na Europa e Ásia actuais “é um fenómeno surpreendentemente recente, com apenas uns milhares de anos.”
Eis a história que os genes parecem agora contar, explica o comunicado: há uns 5000 anos, um povo que tinha desenvolvido um novo sistema da família e da propriedade (e que os arqueólogos designam de cultura Iamna) migrou do Cáucaso para Oeste. No Norte da Europa, misturou-se com as populações autóctones da Idade da Pedra, dando origem a uma nova cultura, designada “cultura da cerâmica cordada” pelos especialistas. Do ponto de vista genético, esta cultura é próxima das populações actuais do Norte dos Alpes.
Mais tarde, há uns 4000 anos, uma outra cultura, designada Sintashta, surgiu no Cáucaso. Inventora de novas armas e de carroças, espalhou-se rapidamente pela Europa fora. Quanto à região a leste dos Urais, no coração da Ásia, ela terá sido colonizada há uns 3800 anos pela cultura dita Andronovo, descendente da cultura Sintashta.
Por último, já no fim da Idade do Bronze e no início da Idade do Ferro, houve uma migração de povos do Leste asiático para a Ásia Central. Mas neste caso, lê-se no mesmo documento, em vez de daí resultar uma mistura genética, como na Europa, verificou-se uma substituição genética. Os genes de origem europeia (que o mesmo estudo mostra tinham sido “importados” para a Ásia Central pela cultura Andronovo) simplesmente desapareceram.
A análise desta equipa também revela algumas surpresas: por exemplo, que a pigmentação clara da pele já era frequente entre os europeus da Idade do Bronze. E ainda que a tolerância à lactose – que tornou os humanos capazes de beber leite – só surgiu na Idade do Bronze, ou seja, bastante mais tarde do que se pensava até aqui.
No outro estudo, uma equipa internacional co-liderada por David Reich, da Universidade de Harvard (EUA), analisou, pelo seu lado, partes do genoma de 69 europeus que também viveram há 8000 e 3000 anos. Os seus resultados, que batem certo com o da equipa de Willerslev, estabelecem principalmente uma relação (ainda por confirmar, alertam os próprios autores) entre as migrações em massa vindas das estepes eurasiáticas e a origem das línguas indo-europeias.
“Ambas as equipas fornecem novos indícios acerca de uma controvérsia de longa data em torno das origens da família de línguas indo-europeias”, escreve John Novembre, geneticista da Universidade de Chicago (EUA), num comentário na mesma edição da Nature.  
E acresenta: “Conjuntamente, estes estudos sugerem que as deslocações populacionais da Idade do Bronze foram importantes para a evolução genética da Eurásia. Claro que o ADN antigo não pode ser uma prova da forma como as línguas se difundiram, mas (…) se os genes se deslocaram em massa, é muito provável que as palavras também o tenham feito.”

Source: Publico.pt: http://www.publico.pt/ciencia/noticia/adn-antigo-da-pistas-sobre-revolucao-cultural-da-idade-do-bronze-na-europa-1698773?page=-1

miércoles, 17 de junio de 2015

Ampliación del planzo para presentación de propuestas de comunicaciones y posters

Se amplia el plazo para la recepción de propuestas de comunicaciones y posters: V Jornadas de Jóvenes Investigadores del valle del Duero (Valladolid, 2015), hasta el próximo 30 de junio

martes, 16 de junio de 2015

Comienza la campaña de excavaciones en los yacimientos de la sierra de Atapuerca (Burgos)

CGP/DICYT

Mañana martes, 16 de junio, comienzan las excavaciones en los yacimientos de la sierra de Atapuerca, dirigidas por Juan Luis Arsuaga, José María Bermúdez de Castro y Eudald Carbonell. Del 16 al 30 Junio 70 personas excavarán en los yacimientos. En la Sima del Elefante, ubicada en la Trinchera del Ferrocarril, se han descubierto fósiles humanos de más de 1’2 millones de años. El primer objetivo de la campaña va a ser continuar -e intentar acabar- la excavación del nivel TE9c en los cuadros de excavación en que todavían aparecen sedimentos de este subnivel.
Se espera que aparezcan restos de fauna y evidencias de actividad humana que permitan reafirmar los datos obtenidos en campañas anteriores. El segundo objetivo planteado es excavar parte de la superficie más baja del yacimiento para conocer la secuencia completa del relleno de la cueva bajo el nivel TE7. Así se podrá podrá saber si hay nuevos niveles con registro arqueopaleontológico bajo el nivel TE7 y en consecuencia más antiguos.
En el yacimiento de Galería, también en la Trinchera del Ferrocarril, a unos 50 metros del yacimiento de Gran Dolina, se continuarán los trabajos de contextualización estratigráfica de la nueva intervención con la secuencia sedimentaria proporcionada en las intervenciones antiguas. Los trabajos se centrarán en excavar la Subunidad GIIIa -con dataciones entre 221 y 280 miles de años-, para obtener valiosa información sobre los modos de vida de los humanos que vivieron aquí en el Pleistoceno Medio.
En la Gran Dolina, uno de los yacimientos más conocidos de la Trinchera del Ferrocarril (en el que se descubrió la especie Homo antecesor), se va a seguir excavando en dos niveles distintos: el nivel TD10, de unos 400.000 años y el nivel TD4 de entre 1.000.000 y 900.000 años de antigüedad. La excavación del tramo inferior de TD10 durante ésta y las próximas campañas permitirá entrar de lleno en el mundo Achelense, del que también hay información relevante en el yacimiento de Galería y, por supuesto, en el completo registro paleoantropológico de la Sima de los Huesos.
En esta campaña se excavará en el primer estrato fértil de Gran Dolina, el nivel TD4-1. Este nivel fue excavado en parte a principios de los años 90 y destaca por la espectacular calidad y cantidad de sus restos paleontológicos, de rinocerontes, caballos, o grandes cérvidos de asta palmeadas que cayeron dentro de la cueva, donde murieron. Su cronología, cercana al millón de años, cubre el lapso temporal entre los restos de Homo antecessor de 800.000 años hallados en el nivel TD6 de este yacimiento y los de la Sima del Elefante, de 1.200.000 años. Se trata de encontrar industria lítica que confirme la continua presencia humana en la sierra durante todo este periodo, y mejore el conocimiento de los orígenes del poblamiento en Europa.
En el yacimiento de Cueva del Mirador, que se sitúa en el extremo sur de la sierra de Atapuerca, seguirán excavándose los sectores 100 y 200. Del sector 100 se acabará de excavar el nivel 105, del bronce medio. En el sector 200 está previsto acabar en los primeros días de campaña la excavación del sepulcro colectivo calcolítico, e iniciar la excavación del nivel de ocupación que está debajo, probablemente del neolítico.

Premios Evolución

El 1 de julio llegará el resto del Equipo de Excavación de Atapuerca. De este modo, unas 200 personas excavarán además de los yacimientos citados, los de Portalón, Sima de los Huesos y Galería de las Estatuas -todos en Cueva Mayor- y en el asentamiento al aire libre de Fuente Mudarra. También en julio se iniciará la labor de lavado de sedimento a orillas del río Arlanzón, según la información de la Fundación Atapuerca recogida por DiCYT.
La mayoría de las personas que excavan en la sierra de Atapuerca pertenecen a distintos Centros de Investigación del Proyecto Atapuerca: Universidad de Burgos (UBU), Centro Nacional de Investigación sobre la Evolución Humana de Burgos (CENIEH), Instituto de Paleoecología Humana y Evolución Social (IPHES - Tarragona), Centro de Evolución y Comportamiento Humanos (Universidad Complutense de Madrid - ISCIII) y Universidad de Zaragoza (UNIZAR). También hay investigadores de otras universidades y centros de investigación nacionales e internacionales.
La Fundación Atapuerca, como complemento a la financiación que la Junta de Castilla y León destina a las excavaciones, coordinará el funcionamiento de la campaña con respaldo organizativo, administrativo, económico, logístico, de mantenimiento, de comunicación y de organización de eventos.
Durante esta campaña se entregarán los Premios Evolución que otorga cada dos años la Fundación Atapuerca. En esta IV Edición los galardonados serán la Base Militar Cid Campeador (a los Valores Humanos) y los profesores franceses Marie Antoniette y Henry de Lumley (a la Labor Científica).

Fuente: DiCYT: http://www.dicyt.com/noticias/comienza-la-campana-de-excavaciones-en-los-yacimientos-de-la-sierra-de-atapuerca?handle=comienza-la-campana-de-excavaciones-en-los-yacimientos-de-la-sierra-de-atapuerca&newsId=

viernes, 29 de mayo de 2015

Primer programa, novena temporada: Radio Universitaria de León - Tras las huellas del tiempo

Viernes 29 de mayo de 2015, 16 horas y desde la Radio Universitaria de León (www.radiouniversitaria.com) Tras las huellas del tiempo en colaboración con Zamora Protohistórica comienzan nueva mini temporada de radio. 

Primer programa, novena temporada:

• Conoceremos como se presenta la nueva campaña en el yacimiento del Castillón, (Santa Eulalia de Tábara, Zamora)

• Viajaremos a Portugal para conocer el Projeto Arqueológico de Longos Vales 

• Desde Zamora Protohistórica nos presentaran algunas de las actividades que han realizado y van a realizar en este año 2015, como el I Concurso de redacciones sobre Arqueología y Patrimonio para estudiantes de Castilla y León, las V Jornadas de Jóvenes Investigadores del valle del Duero: del Paleolítico a la Edad Media (Valladolid, 2015) o el IV Concurso de Fotografía Arqueológica.

• En la segunda mitad del programa viajaremos a Extremadura, para conocer el Proyecto Ciudad romana de Regina (Casas de Reina, Badajoz)

• Y en el cierre del programa os presentaremos una campaña de crowdfunding - Campaña arqueológica y conservación de Checa (Parque Natural del Alto Tajo, Guadalajara)

jueves, 28 de mayo de 2015

Sword pommel and helmet pieced together from Staffordshire hoard fragments (United Kingdom)

Ground breaking research and conservation of the Staffordshire Hoard has uncovered two internationally important objects that link us to an age of warrior splendour, and further our knowledge of seventh century Anglo-Saxon England.
The research has pieced together the fragments of this incredible hoard and casts new light on the Anglo-Saxon world. Two extremely significant objects have been reconstructed and are now on display at Birmingham Museum and Art Gallery.

Unique pommel type

There are over seventy pommels (the part of the sword that fits at the end of a sword-grip) in the hoard, but this newly constructed one is exceptional, marking a completely unique type. Conservation and research teams identified and reassembled it from 26 fragments. Although Anglo-Saxon in style, it also has British or Irish art influences. Its central garnet and glass inlaid disc can be seen to form an early Christian cross and on the other side is a motif formed of three serpents. So both Christian and pagan beliefs may be represented. This incredible object, was also decorated with gold filigree (fine wire ornament), and inlaid with niello (a black inlay formed from copper, silver, and lead sulphides). Most unusual is the rounded hump on the pommel’s shoulder, known as a ‘sword-ring’ – there would have been two originally, one on each shoulder. Many swords from this period in England and Europe have such rings, but the hoard pommel is the first to have had two. This, with its lavish ornament, points to it possibly belonging to an individual of significant status.

Princely warrior helmet

Archaeologists and a conservator worked for three solid days to begin to piece together the vast collection of some 1,500 thin, fragile silver sheets, and strips, believed to come from a dismantled helmet. Anglo-Saxon helmets are incredibly rare, and the hoard example is the fifth to be discovered. The painstaking job saw these fragments – many less than 10mm across and making up around a third of the Hoard in size – pieced together to reveal intricate, die-stamped designs.  These remarkable designs depict human warriors and male moustachioed faces, as well as birds, animals and mythical beasts, like others seen in the rest of the hoard. Some warrior figures themselves wear helmets. It’s possible these are ancestral or idealised warriors, intended to give spiritual support to the wearer.
The team has also pieced together the fragments of a ‘helmet-band’, that it is thought ran around the circumference of the helmet (and which held one of the warrior friezes). Many of the sheet friezes were gilded with gold. In comparison, the helmet found at Sutton Hoo in 1939, in the royal ship-burial, was silver. This and the rarity of the object point to a princely or even kingly status for its owner. There is still so much more to be discovered about this fascinating helmet and work continues.
Chris Fern, project archaeologist, said “The Staffordshire Hoard links us with an age of warrior splendour. The gold and silver war-gear was probably made in workshops controlled by some of England’s earliest kings, to reward warriors that served those rulers, when multiple kingdoms fought for supremacy. The skill of the craftsmen is equally thrilling to behold, with many of the finds decorated with pagan and Christian art, designed to give spiritual protection in battle.”
“The newly recognised pommel is truly exciting. It combines multiple different styles of ornament, much in the same way as the earliest 7th century illuminated manuscripts do, like the Book of Durrow. It suggests the coming together of Anglo-Saxon and British or Irish high cultures.”

Fund-raising

Historic England, has given £400,000 to help reveal the secrets of the Staffordshire Hoard and increase public understanding of this unique archaeological treasure. The research will culminate in an online catalogue, launched in 2017. The following year will see a major publication exploring the Hoard in more depth, the objects’ meanings and how they relate to each other.
The research is being carried out by Barbican Research Associates and builds on previous research by teams around the country, also funded by Historic England. While work continues apace, there is more that needs to be done. After cleaning all the fragments and objects, the conservation team are now concentrating on physically joining the fragments together, just like a giant jigsaw puzzle, revealing the artefacts in their original form. The owners (Birmingham City Council and Stoke-on-Trent City Council) need to raise £120,000 for this work to continue and for our understanding of this unique window into the Anglo-Saxon world to be the best it can be. The public can donate at www.staffordshirehoard.org.uk/donate.
Dr Ellen McAdam, Director of Birmingham Museums Trust said: “The research and conservation of the Staffordshire Hoard has so far yielded significant results. We are grateful to the people and organisations who have supported this project. To complete the final phase of this work we are asking the public and our supporters to donate to our fundraising campaign.”

Source: Past Horizons: http://www.pasthorizonspr.com/index.php/archives/05/2015/sword-pommel-and-helmet-pieced-together-from-staffordshire-hoard-fragments

Perfect performance spaces: Echoes of the past

Play a flute in Carnegie Hall, and the tone will resonate and fill the space. Play that same flute in the Grand Canyon, and the sound waves will crash against the rock walls, folding back in on each other in sonic chaos. The disparity in acoustics is clear – to the modern listener, the instrument belongs in an auditorium.
“Distinct echoes would be totally unforgivable in today’s performance spaces,” says Steven J. Waller, an archaeo-acoustician who has studied prehistoric rock art and the acoustics of ancient performance spaces. “But, in the past, people sought echoes.”
According to Waller, the response of audiences and performers to acoustic characteristics is a function of their worldview, and it is as fluid as the environment they inhabit. He presented his findings at the 169th meeting of the Acoustical Society of America (ASA) in Pittsburgh.
In the ear of the listener
“It’s a parallel to ‘beauty is in the eye of the beholder': perfect performance spaces are really in the ear of the listener. Today we value qualities like clarity–how it makes a modern orchestra sound,” Waller continued, “whereas prior to sound wave theory, echoes were considered mysterious and divine.”
While far from unique, the most famous echo origins myth is perhaps from Ovid’s Metamorphoses, which tells the tragedy of Echo, a young nymph who disappears from the world except for her voice after she is spurned by her would-be lover, the young Narcissus, who falls in love with his own reflection instead. Over the past 28 years, Waller has collected more than fifty echo myths, and several hundred pertaining to thunder gods, from a swath of cultures spanning every inhabited continent.
According to Waller, a common current runs through many of these myths. A spirit living behind the rock surface, often as form of punishment, calls out to passers-by to trap them within the walls as well. Not by coincidence, the same indigenous groups often left their paintings, petroglyphs and artefacts at locations within cavernous sites that helped to generate the strongest echoes.
“Some of the earliest flutes in the caves of Germany were found in very reverberant environments in the cave,” Waller said. “It wasn’t just a matter of ‘well, they happened to drop a flute there.’ The places where they used the flutes had these fabulous echoes and thunderous reverberations.”
To measure the acoustics of those areas, Waller employed a spring-loaded device that emits a consistent percussive sound. He used portable digital recorders and audio software to quantify the acoustic strength of any “extra” reflected sounds.

Paintings and engravings

“When you put all of that together, it forms a picture of our ancestors valuing sound reflection, and seeking it out, and in some cases even worshipping it,” Waller said. “They not only had myths about it, they also responded with paintings and engravings.”
In the migration story of the Native American Acoma tribe, Masewa, the “son of the Sun,” led his people out of their place of emergence, heading for a place called “Aako.” As they travelled, Masewa tested each area they came upon by shouting out, “Aaaaaaakoooooo!” If the echo resounded, the people would stay to test the place further; if it proved to be imperfect, they moved on. At a place just east of the Acoma Pueblo in New Mexico, where they eventually settled, the echo was perfect, and there now stands Petroglyph National Monument, hosting an estimated 24,000 pecked, or lightly inscribed, images. The site’s strong echoes were music to ancient ears, though perhaps cacophonous to ours.

Source: Past Horizons: http://www.pasthorizonspr.com/index.php/archives/05/2015/perfect-performance-spaces-echoes-of-the-past

'Homo antecesor' ha llegado a su mayoría de edad (Burgos)

José María Bermúdez de Castro & María Martinón-Torres/CENIEH/DICYT

En mayo de 1997 el equipo investigador de los yacimientos de la sierra de Atapuerca publicó la diagnosis de Homo antecessor en la revista Science (Bermúdez de Castro et al., 1997, Science, 276, págs. 1392-1395). Fue todo un acontecimiento, puesto que desde 1964 (Homo habilis) no se había vuelto a publicar una especie del género Homo. En aquella publicación de 1997 no solo nombramos la nueva especie, sino que nos atrevimos a proponer que Homo antecessor podía ser el último ancestro común de los neandertales (Homo neanderthalensis) y de los humanos modernos (Homo sapiens). Si la propuesta de una nueva especie recibió no pocas críticas por parte de nuestros colegas, esta última hipótesis fue muy contestada. Desde hacía pocos años, cuando se aceptó la teoría del origen africano de nuestra especie, se buscaba poner nombre a ese último ancestro común. Con la información que disponíamos y con la mayor honradez, pensamos que habíamos dado con él en la sierra de Atapuerca.
La especie Homo antecesor acaba de cumplir 18 años. Ha llegado a la mayoría de edad, no sin sufrir críticas injustas e injustificadas o de ser ignorada por algunos colegas. Sin embargo, la razón se va imponiendo y la especie ha entrado en la mayoría de las filogenias del género Homo. Estamos convencidos de que su aceptación será unánime cuando excavemos el nivel TD6 en toda su extensión y dispongamos de varios centenares (quizá miles) de restos fósiles de la especie. La diagnosis será mucho más completa y convincente.
En estos 18 años hemos seguido estudiando los restos encontrados entre 1994 y 1996, así como los hallados entre 2003 y 2005. Aunque el estudio continúa en la actualidad, tenemos mucha más información que en 1997. Podemos confirmar que Homo antecessor tiene caracteres muy similares a los nuestros, así como un buen puñado de rasgos compartidos con los neandertales. A este conjunto tenemos que añadir los caracteres primitivos compartidos con los especímenes más antiguos del género Homo y otros rasgos derivados y compartidos con los humanos de la Sima de los Huesos de Atapuerca y sus contemporáneos de Asia. La peculiar constelación de rasgos morfológicos ha dejado perplejos a propios y extraños. En este nuevo escenario, hemos tenido que realizar una nueva interpretación de la especie, que será confirmada o rechazada cuando tengamos ocasión de volver a excavar en TD6.
La especie Homo antecessor tiene una antigüedad bien confirmada de unos 850.000 años. Su presencia en el extremo más occidental de Europa resulta un tremendo hándicap para sostener que esta especie dio lugar de manera directa a Homo sapiens. Así lo reconocemos también nosotros. Además, los genetistas parecen estar de acuerdo en que el último ancestro común de los neandertales y de los humanos modernos no puede tener más de medio millón de años, un dato incompatible con la antigüedad de Homo antecessor. Esa antigüedad y su morfología única nos lleva a pensar que Homo antecessor fue anterior a ese ancestro común, pero tuvo mucho que ver con él. La prudencia nos lleva a proponer que los humanos de Gran Dolina fueron algo así como los tíos carnales del ancestro común, que para muchos se identifica con la especie Homo heidelbergensis. Los humanos de la sierra de Atapuerca habrían constituido un linaje propio, que tal vez tuvo su origen y su final en tierras europeas.
No obstante, nuestras investigaciones y las de otros colegas revelan que hace alrededor de un millón de años existieron un padre y una madre, cuyos hijos evolucionaron para dar lugar a varias especies relacionadas con la nuestra. Entre ellas estarían los propios neandertales, los humanos de la Sima de los Huesos, los llamados Denisovanos y tal vez otras especies o subespecies de Asia, que aún no han sido encontradas o nombradas. Entonces, ¿dónde situar a la Homo antecessor? Dada su antigüedad solo caben dos alternativas: los humanos de Gran Dolina representan a la hija mayor de esos padres todavía no nombrados, o son los propios padres, que tuvieron una distribución muy amplia por buena parte del oeste de Eurasia. Sea como fuere, Homo antecessor ha cumplido su mayoría de edad y solo falta un poco de paciencia para encontrar esos miles de restos que aún esperan en el nivel TD6 de Gran Dolina.

Referencia bibliográfica

Artículo sobre las investigaciones de Homo antecessor en los 18 años que han transcurrido desde que se hallaron sus restos fósiles en el yacimiento de Gran Dolina de Atapuerca:

José-María Bermúdez-de-Castro, María Martinón-Torres, Laura Martín-Francés, Mario Modesto-Mata, Marina Martínez-de-Pinillos, Cecilia García, Eudald Carbonell. 'Homo antecessor: The state of the art eighteen years later'. Quaternary International. doi:10.1016/j.quaint.2015.03.049

Fuente: DiCYT: http://www.dicyt.com/noticias/homo-antecesor-ha-llegado-a-su-mayoria-de-edad?handle=homo-antecesor-ha-llegado-a-su-mayoria-de-edad&newsId=

miércoles, 27 de mayo de 2015

Actuaciones en edificios históricos de la provincia de Zamora

José Pichel Andrés/DICYT

Desde hace más de dos décadas, Leocadio Peláez, arquitecto e investigador de la Escuela Politécnica Superior de Zamora de la Universidad de Salamanca, junto con un equipo de investigación pluridisciplinar que incluye historiadores, arqueólogos, geólogos, químicos e ingenieros, viene realizando estudios y proyectos de intervención en diversos edificios y conjuntos históricos ubicados en la provincia de Zamora.
“Existe una íntima dependencia entre los diversos enfoques que cada una de las disciplinas aporta sobre el conocimiento del monumento, y cómo fundamentan las intervenciones posteriores”, señala el experto en declaraciones a DiCYT.
Fruto de esta labor son las actuaciones realizadas en iglesias como la de San Ildefonso o la reciente de Santiago del Burgo, ambas en Zamora, y la de San Lorenzo, en Toro; la recuperación y puesta en valor, junto con el arquitecto Pedro Lucas del Teso, de los campamentos romanos de Petavonium; o las diferentes fases que desde inicios de los años 90 del siglo pasado se han venido ejecutando en el Monasterio de Santa María de Moreruela.
La obra más reciente ha tenido lugar en la Iglesia de Valdefinjas, que acabó en manos privadas al ser vendida por el Obispado de Zamora por su ruinoso estado y que fue incluida entre los bienes adquiridos recientemente por el grupo LVMH Bodegas Numanthia). El nuevo propietario decidió frenar la ruina y consolidar estructuralmente el edificio.
La cabecera de la iglesia es una de las primeras obras del insigne arquitecto renacentista Rodrigo Gil de Hontañon, responsable del Palacio de Monterrey de Salamanca, el Colegio de San Ildefonso (actual rectorado de la Universidad de Alcalá de Henares), o la iglesia parroquial de Villamor de los Escuderos. Destaca por sus planteamientos de cabecera ochavada que culminarán con su definitiva intervención en la capilla mayor de la Catedral de Ciudad Rodrigo.
Durante las obras en Valdefinjas, “se ha podido documentar gran parte del proceso constructivo de la iglesia, así como las diferentes fases y reformas que el templo sufrió durante sus 500 años de vida, como ampliaciones, ruinas y derrumbes o reformas”, explica Leocadio Peláez. “Se ha realizado una intervención arqueológica de limpieza y desmonte de los derrumbes con el fin de recuperar la impresionante bóveda nervada que cubría la cabecera, que se encontraba entre los escombros, y que en futuras actuaciones se repondrá”, añade. La primera fase de los trabajos se concluyó el pasado verano y en un futuro se prevé su adecuación a un nuevo uso.

Santiago del Burgo

Probablemente, para los zamoranos sea mucho más conocida otra intervención, la completada en la iglesia de Santiago del Burgo, en pleno centro de la ciudad de Zamora. Es el único de los templos románicos de la ciudad que conserva su estructura original de tres naves, al igual que la catedral.
La restauración de esta obra del siglo XII, íntegramente por la Junta de Castilla y León, “supuso descubrir el monumento desde sus principios, sus proporciones, sus alturas, la evolución constructiva a lo largo de los siglos, sus derrumbes y reconstrucciones”.
La torre y las bóvedas centrales se encontraban en estado ruinoso y su belleza estaba “velada por la falta de luz, la suciedad y un entorno poco cuidado”, así que “lo satisfactorio fue recuperar y consolidar la iglesia manteniendo su esencia”. “Uno de los mayores motivos de orgullo en cualquiera de nuestras obras”, comenta, “es que el verdadero protagonista sea el edificio, y que nuestro trabajo pase desapercibido”.
Y es que poco se diferencia la actuación en un monumento en mal estado con el proceso por el que se trata a una persona enferma. “El paciente acude a los especialistas y le hacen pruebas, como radiografías o análisis de sangre, y nosotros realizamos estudios históricos, documentales y arqueológicos, estudiamos el estado de los materiales, analizamos los problemas constructivos y, a partir de ahí, se desarrolla un proyecto de intervención”, resume.

Santa María de Moreruela

A lo largo de más de 20 años, probablemente el trabajo que más ha unido al equipo, en el que más se ha volcado y del que habla con más pasión Leocadio Peláez es el realizado en el monasterio cisterciense de Santa María de Moreruela, ubicado en Granja de Moreruela (Zamora).
El acercamiento primero a este impresionante conjunto monumental fue su documentación planimétrica, constantemente revisada para incluir en ella todos los nuevos datos y descubrimientos fruto de las distintas actuaciones. Se ha intervenido en la cabecera, en la iglesia y en los dos claustros, pero “siempre de forma coordinada y aprendiendo no solo de los diversos puntos de vista que los diferentes profesionales del equipo planteábamos, sino también oyendo al edificio”.
Fruto de esta labor es el libro “Moreruela. Un monasterio en la historia del Císter”, publicado por la Junta de Castilla y León en el año 2008, estudio referente en diversas publicaciones, páginas web e incluso tesis doctorales posteriores.
“La última intervención fue la recuperación del claustro del siglo XVII, pero trabajando allí hemos encontrado información nueva sobre el monasterio medieval”, destaca el arquitecto. La construcción aneja al nuevo claustro “ocultó” pero no destruyó parte del monasterio medieval del siglo XIII, que será objeto de futuras investigaciones que aporten nueva luz al monumento.
“Acometer una actuación en un edificio histórico”, insiste, implica “la investigación, desarrollo y ejecución de las obras con un grupo multidisciplinar de profesionales”. Sin este equipo y sin los necesarios estudios previos y las consecuentes reflexiones finales, “difícilmente se puede abordar, intervenir y conservar nuestro patrimonio”.

Fuente: DiCYT: http://www.dicyt.com/noticias/actuaciones-en-edificios-historicos-de-la-provincia-de-zamora?handle=actuaciones-en-edificios-historicos-de-la-provincia-de-zamora&newsId=

domingo, 24 de mayo de 2015

D.E.P. Jesús Liz Guiral, Profesor de la Universidad de Salamanca

Desde ZamoraProtohistorica, todos sus integrantes queremos mostrar nuestro pesar por el fallecimiento de Jesús Liz Guiral, gran arqueólogo, gran profesor y mejor persona. Sit tibi terra levis

viernes, 22 de mayo de 2015

El Proyecto Djehuty redescubre la tumba del tesorero de Tutmosis III (Egipto)

CSIC/DICYT

El Proyecto Djehuty, liderado por el Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC) y financiado por Unión Fenosa Gas, ha redescubierto en la colina de Dra Abu el- Naga, en Luxor (antigua Tebas), una tumba de la dinastía XVIII del Antiguo Egipto (hace unos 3.500 años). Se trata del enterramiento del sucesor de Djehuty en el cargo de Supervisor del Tesoro, llamado Djehuty-nefer, que vivió bajo el reinado de Tutmosis III, hace unos 3.500 años.
Los investigadores han sacado a la luz la fachada de adobe de la tumba, que imita a la de un palacio, conservada en perfecto estado y con las improntas del sello con el nombre del difunto legible en los adobes. Aunque la tumba ya había sido descubierta por Champollion y Rosellini en 1829, años después volvió a quedar enterrada y a perderse. Su localización dentro de la gran necrópolis en Luxor puede ayudar a entender las razones por las que los altos dignatarios elegían un emplazamiento concreto para ubicar su monumento funerario.
“En este caso parece que Djehuty-nefer eligió estar junto a su predecesor Djehuty, ya que su tumba está justo encima, y aparentemente no les unía ningún parentesco. Creemos que algunas tumbas se agrupaban por cargos administrativos”, explica el investigador del CSIC y coordinador del proyecto José Manuel Galán, que trabaja en el Instituto de Lenguas y Culturas del Mediterráneo y Oriente Próximo.
Los escribas buscaban inspiración visitando monumentos de épocas anteriores y copiando los textos que más les llamaban la atención. “La estatua de Djehuty-nefer que se encuentra hoy en el Museo de El Cairo tiene grabado el mismo himno al dios creador Amon que una de las paredes de su predecesor Djehuty”, destaca el investigador del CSIC.
En esta decimocuarta campaña se han hallado otras tumbas cuyos propietarios todavía están por identificar. Una de ellas, expoliada en época antigua, puede fecharse en la dinastía XIII (en torno al año 1700 antes de Cristo) por la numerosa cerámica hallada a la entrada. En otra, a pesar de haber sido también expoliada, los investigadores han hallado en perfecto estado dos arcos de 1’70 metros de longitud cada uno, con la cuerda todavía anudada en los extremos, acompañados por una veintena de flechas completas, con la punta de sílex, y un jarrito de alabastro envuelto en una tela.
Por otro lado, el equipo ha seguido restaurando el pasillo central de la tumba de Djehuty, sacando a la luz más grafiti escritos en demótico (siglo II antes de Cristo), que alcanzan ya casi el medio centenar y que aluden a la reutilización de las tumbas para depositar momias de ibis y halcones. En la vecina tumba de Hery, han proseguido con el estudio de los cientos de animales, fundamentalmente aves, que se inició hace dos campañas.
El ataúd antropomorfo y policromado, tipo “rishi”, de un personaje llamado Neb que vivió en torno al año 1600 antes de Cristo, hacia finales de la dinastía XVII, ha sido totalmente restaurado y ya está listo para su traslado y exposición en el Museo de Luxor.

Recordando a Djehuty

En busca de Djehuty: entre momias, tumbas y jeroglíficos es el nombre del documental que narra en 55 minutos los descubrimientos de las 13 últimas campañas arqueológicas del Proyecto Djehuty en Luxor. La cinta invita a los espectadores a adentrarse en la búsqueda de las huellas del supervisor del Tesoro y de los trabajos artesanos de la reina Hatshepsut, una de las pocas mujeres que ejerció de faraón en el antiguo Egipto y cuyo reinado se extendió durante 22 años en la dinastía XVIII, en torno al año 1470 antes de Cristo. Los nombres y rostros de ambos fueron borrados sistemáticamente hace 3.500 años para impedir su recuerdo.
El documental toma como punto de partida al personaje de Djehuty, y en su búsqueda van apareciendo otros personajes de distintas épocas, ocurren hallazgos inesperados, descubrimientos singulares que han sido filmados en directo y que consiguen que el espectador viva en primera persona la excavación de un yacimiento arqueológico del antiguo Egipto.
La cinta, dirigida y realizada por Javier Trueba y José Latova, y que ha contado con la dirección científica de José Manuel Galán, será emitido en Televisión española (TVE) próximamente. Esta cadena, la Fundación Española para la Ciencia y Tecnología y Unión Fenosa Gas han aportado la financiación. El preestreno tendrá lugar hoy jueves, 21 de mayo, en la sede central del CSIC en Madrid.
“Fue un gran acierto y mucha suerte poder rodar en directo hallazgos tan importantes. Esto nos ha permitido hacer algo completamente distinto y se nota: la magia y la fuerza del directo es muy superior a la de unos actores disfrazados. Los egipcios ya lo han demostrado; 4.000 años después nos siguen fascinando”, Trueba.
Para Trueba, “lo más difícil, sin duda, ha sido descartar el material excedente que continuamente aparece en esta necrópolis”. Y agrega: “La diferencia fundamental con otros documentales es que, en cualquier otro ámbito de la divulgación de la ciencia, lo más difícil es buscar la manera de hacerlo atractivo para el gran público. Con Egipto, al público ya lo tienes gratamente predispuesto. Si además aportas un enfoque original no tengo dudas de que a la gente le gustará”.

Fuente: Past Horizons:
http://www.dicyt.com/noticias/el-proyecto-djehuty-redescubre-la-tumba-del-tesorero-de-tutmosis-iii?handle=el-proyecto-djehuty-redescubre-la-tumba-del-tesorero-de-tutmosis-iii&newsId=

miércoles, 20 de mayo de 2015

¿Las herramientas más antiguas?

Las herramientas más antiguas talladas por homínidos que se conocían hasta la fecha datan de hace 2,6 millones de años. Pero se trata de tecnologías líticas demasiado perfeccionadas para ser las primeras. Así que la comunidad investigadora, incluido el descubridor de las que ostentan el récord hasta la fecha, las de Gona halladas en el año 2000 por Sileshi Semaw, lleva desde entonces esperando el hallazgo de herramientas más antiguas y más primitivas, quizá trabajadas por homínidos que no pertenecieron al mismo género que los humanos modernos, como el ser humano actual ('Homo sapiens').
La revista 'Nature' acaba de publicar en su edición digital la noticia que todos estaban esperando. Científicos de centros de investigación franceses y estadounidenses aseguran haber encontrado en Kenia utensilios tallados por homínidos hace 3,3 millones de años, lo que retrasaría la aparición demostrada de esta tecnología unos 700.000 años.
El hallazgo supondría una revolución para este campo de investigación que trata de profundizar en el conocimiento de la aparición de los comportamientos complejos que han desembocado en la construcción de las sociedades actuales. Sin embargo, el trabajo, que ha tardado cuatro años en ver la luz desde que se realizó el descubrimiento en el desierto del noroeste de Kenia -junto al lago Turkana-, no detalla el hallazgo todo lo bien que reclaman los expertos y que suele exigir la revista científica 'Nature', una de las más prestigiosas del mundo.
"El yacimiento entero es sorprendente", asegura Chis Lepre, de la Universidad Rutgers de EEUU y uno de los autores que realizaron la datación de las 11 pieza encontradas. "Sencillamente reescribe el libro en muchas cosas que creíamos que eran ciertas hasta ahora", dice.
No obstante, algunos de los mayores expertos del mundo en el estudio de yacimientos arqueológicos de esta época y en herramientas líticas ponen en duda los resultados presentados por sus colegas. "De ser cierto, es de la mayor importancia para los que estudiamos evolución humana. Pero, leyendo el trabajo en profundidad, veo que faltan datos importantes para poder determinar la antigüedad de las piezas, como la estratigrafía detallada del yacimiento o la planimetría", explica a este diario Manuel Domínguez-Rodrigo, de la Universidad Complutense de Madrid y quizá el mayor experto mundial en Tafonomía y estudio de yacimientos arqueológicos de homínidos.
En cambio sus colegas (y amigos) autores del hallazgo y del trabajo defienden su descubrimiento. "Las herramientas arrojan luz sobre un periodo inesperado y hasta ahora desconocido de comportamiento homínido y nos pueden decir mucho sobre el desarrollo cognitivo de nuestros antepasados que no podemos entender a partir sólo de los fósiles", afirma la autora principal Sonia Harmand, del Instituto de la Cuenca del Turkana de la Universidad Stony Brook, en Nueva York, y la Universidad de Nanterre, en París, Francia.
El problema es complejo, pero de forma resumida los estratos en los que los autores aseguran haber hallado las herramientas están formados por un material que las rocas podrían haber atravesado sin dificultad debido a procesos atmosféricos normales. Es decir, según Domínguez-Rodrigo los autores no pueden de ningún modo asegurar que las herramientas estaban incluidas en un estrato de 3,3 millones de años. Y en realidad podrían tener esa antigüedad, pero también 100.000 años o 500. "En realidad, no han demostrado nada", sentencia el investigador español.

Fuente: El Mundo: http://www.elmundo.es/ciencia/2015/05/20/555cb68cca474165478b4593.html